sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Os cachorrinhos debaixo da mesa de Jesus, e o Evangelho do 20º Domingo Comum


Na casa de José e Maria, em Nazaré, havia dois cachorrinhos. Foi a prenda deles para Jesus, o Filho de Deus, que Maria concebeu.
Todos os dias, os cães saíam a passear com os donos, sobretudo com Jesus, e eram tantas as diversões com as crianças da vizinhança.

Os cães corriam para as crianças e, ao serem chamadas pelos seus nomes, voltavam a correr com a língua de fora e a mover a cauda até junto de Jesus.

Mas a vida dos cachorros não era só brincadeira. Eles também cuidavam da casa. Se um estranho aparecesse ao portão, a família era alertada pelos latidos nervosos dos cães.

Uma vez por semana, Maria, José ou Jesus enchiam uma bacia com água e sabão e davam um bom banho aos seus cachorros. Depois do banho, os cães sacudiam-se bastante até que toda a água do pelo desaparecesse. O que vinha depois era o melhor, pois recebiam um prato grande de comida e água fresca.

Mesmo estando bem alimentados, os cães gostavam de recostar-se debaixo da mesa da cozinha à hora das refeições. Sim, porque enquanto os donos comiam, caía sempre alguma migalha, algum pedaço de alimento, e eles deliciavam-se com aquelas sobras.

Jesus sorria sempre, observando os cães a comer as migalhas que caíam da mesa. E algumas vezes até lhe dava da sua própria comida, só para os ver a comer com satisfação.

Por isso, um dia, quando andava com os apóstolos a anunciar o Reino de Deus e foi para os lados de Tiro e Sidónia, um acontecimento fez com que Ele se lembrasse daquelas cenas.

Uma mulher cananeia estava muito angustiada, porque ela tinha uma única filha e a menina estava muito doente. Tão doente que todos pensavam que ela morreria.

Ao ver Jesus, suplicou-lhe a mulher: «Por favor, Jesus, socorre-me! A minha filha está muito doente!»

Num primeiro instante, em vez de atender ou, até, de acompanhar a mulher para ver a menina, Jesus apenas lhe disse: «Não posso ajudá-la, porque vocês não fazem parte do povo de Deus.» Depois, usou uma metáfora: «Os pais não tiram a comida dos filhos para dar aos cachorros.»

Então, a mulher respondeu imediatamente: «É verdade, Jesus. Mas os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos filhos. Senhor, não tens alguma migalha de atenção e cura para a minha filhinha?»

E Jesus comoveu-se. E respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas.» E, a partir daquele momento, a filha dela ficou curada.

Jesus não queria ofender aquela mulher com as Suas palavras e atitudes. O que Ele disse e fez era o normal naquela época. Pensava-se que Deus só podia ajudar quem era judeu, e Jesus era judeu e, portanto, só deveria ajudar as pessoas do seu povo.

Todavia, ainda hoje há pessoas que pensam que Jesus só pode abençoar quem é católico, quem frequenta a sua Igreja, quem é da sua família ou seus amigos.

Mas a mulher possuía uma coisa que é universal. Tinha fé. E pela fé sabia que Deus ama todas as pessoas do mundo e está disposto a ajudar qualquer um que tenha fé Nele! 

Jesus sentiu-Se tocado ao ouvir as palavras daquela mulher. Se ele estimava muito os seus cães, que nem sequer lhe mendigavam migalhas, quanto mais não deveria demostrar todo o seu amor àquela mulher e à sua filha, concedendo-lhes o que pediam.

Jesus curou a menina, ouvindo o pedido daquela mãe, Ele também ouve hoje os nossos pedidos, por nós ou pelos outros, quando feitos com fé.

Sem comentários:

Enviar um comentário