quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Deixaram os namorados para serem freiras e não se arrependem


Duas freiras da Colômbia contaram a um canal de televisão como descobriram a sua vocação enquanto namoravam e afirmaram que não se arrependem de ter escolhido consagrar-se a Deus.

A Irmã Elizabeth, que é religiosa há 31 anos, e a Irmã Karen, há 6 anos, contaram a sua história no programa «Lo que dice la gente» (O que as pessoas dizem), apresentado pelo jornalista colombiano Jorge Alfredo Vargas. Este vídeo, publicado em 2 de agosto no Facebook, tem perto de um milhão de visualizações:

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Depois que Vargas lhes perguntou por que decidiram optar pela vida religiosa, a Irmã Elizabeth indicou: «Eu senti-me chamada por Deus, por Jesus, para O seguir e entregar a minha vida pelos outros.»

Ela comentou que antes pretendia casar, formar uma família e inclusive estava comprometida. Acrescentou que o seu namorado “sabia da minha inquietude (vocacional) e corria esse risco”.

Neste contexto, Vargas disse que entre Deus e um namorado “a concorrência é muito dura” e Irmã Elizabeth afirmou que para o seu ex-namorado “esta concorrência estava perdida desde o principio”.

Por sua parte, Irmã Karen, de 26 anos, indicou que atualmente não é muito comum que as jovens queiram ser religiosas, “porque sabemos que a sociedade oferece muitas propostas”.

Ela contou que o seu caso foi “um pouquinho mais difícil”. Quando contou sobre a sua inquietude vocacional ao seu namorado, ele “ficou irritado e disse que era um absurdo que fizesse isso com ele. Perguntou-me o que estava a acontecer comigo, se as irmãs diziam que era feia ou o que acontecera comigo”.

“Se fosse feia, podia ser freira; mas se fosse bonita, não poderia ser”, comentou Vargas e Irmã Karen respondeu que isso foi o que o o seu namorado expressou. Acrescentou que as religiosas também contam piadas e se divertem como qualquer pessoa.

Quando Vargas perguntou como é possível viver sem ter um parceiro, a religiosa explicou que isso “é um dom de Deus”.

Irmã Karen comentou que a notícia “na minha casa foi uma grande surpresa”. A sua família “pensava que as que queriam ser religiosas tinham de ser todas responsáveis, as que não quebravam nem um prato. Eu não era muito responsável”.

A religiosa afirmou: “Tenho a certeza de que o Senhor me ama e que estou a fazer o bem que Ele me pede para as crianças e para os jovens."


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