sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Os cachorrinhos debaixo da mesa de Jesus, e o Evangelho do 20º Domingo Comum


Na casa de José e Maria, em Nazaré, havia dois cachorrinhos. Foi a prenda deles para Jesus, o Filho de Deus, que Maria concebeu.
Todos os dias, os cães saíam a passear com os donos, sobretudo com Jesus, e eram tantas as diversões com as crianças da vizinhança.

Os cães corriam para as crianças e, ao serem chamadas pelos seus nomes, voltavam a correr com a língua de fora e a mover a cauda até junto de Jesus.

Mas a vida dos cachorros não era só brincadeira. Eles também cuidavam da casa. Se um estranho aparecesse ao portão, a família era alertada pelos latidos nervosos dos cães.

Uma vez por semana, Maria, José ou Jesus enchiam uma bacia com água e sabão e davam um bom banho aos seus cachorros. Depois do banho, os cães sacudiam-se bastante até que toda a água do pelo desaparecesse. O que vinha depois era o melhor, pois recebiam um prato grande de comida e água fresca.

Mesmo estando bem alimentados, os cães gostavam de recostar-se debaixo da mesa da cozinha à hora das refeições. Sim, porque enquanto os donos comiam, caía sempre alguma migalha, algum pedaço de alimento, e eles deliciavam-se com aquelas sobras.

Jesus sorria sempre, observando os cães a comer as migalhas que caíam da mesa. E algumas vezes até lhe dava da sua própria comida, só para os ver a comer com satisfação.

Por isso, um dia, quando andava com os apóstolos a anunciar o Reino de Deus e foi para os lados de Tiro e Sidónia, um acontecimento fez com que Ele se lembrasse daquelas cenas.

Uma mulher cananeia estava muito angustiada, porque ela tinha uma única filha e a menina estava muito doente. Tão doente que todos pensavam que ela morreria.

Ao ver Jesus, suplicou-lhe a mulher: «Por favor, Jesus, socorre-me! A minha filha está muito doente!»

Num primeiro instante, em vez de atender ou, até, de acompanhar a mulher para ver a menina, Jesus apenas lhe disse: «Não posso ajudá-la, porque vocês não fazem parte do povo de Deus.» Depois, usou uma metáfora: «Os pais não tiram a comida dos filhos para dar aos cachorros.»

Então, a mulher respondeu imediatamente: «É verdade, Jesus. Mas os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos filhos. Senhor, não tens alguma migalha de atenção e cura para a minha filhinha?»

E Jesus comoveu-se. E respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas.» E, a partir daquele momento, a filha dela ficou curada.

Jesus não queria ofender aquela mulher com as Suas palavras e atitudes. O que Ele disse e fez era o normal naquela época. Pensava-se que Deus só podia ajudar quem era judeu, e Jesus era judeu e, portanto, só deveria ajudar as pessoas do seu povo.

Todavia, ainda hoje há pessoas que pensam que Jesus só pode abençoar quem é católico, quem frequenta a sua Igreja, quem é da sua família ou seus amigos.

Mas a mulher possuía uma coisa que é universal. Tinha fé. E pela fé sabia que Deus ama todas as pessoas do mundo e está disposto a ajudar qualquer um que tenha fé Nele! 

Jesus sentiu-Se tocado ao ouvir as palavras daquela mulher. Se ele estimava muito os seus cães, que nem sequer lhe mendigavam migalhas, quanto mais não deveria demostrar todo o seu amor àquela mulher e à sua filha, concedendo-lhes o que pediam.

Jesus curou a menina, ouvindo o pedido daquela mãe, Ele também ouve hoje os nossos pedidos, por nós ou pelos outros, quando feitos com fé.

Perguntas a Cristo no meio da tempestade e a Sua pedagogia


Evangelho de Jesus Cristo segundo S. Mateus (Mt 14, 22-33), no 19.º Domingo Comum:

"Naquele dia, sendo já tarde, os discípulos, vendo Jesus caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»."

Três coisas que a Palavra de Deus nos mostra a respeito das tempestades
Em primeiro lugar, as tempestades são inevitáveis e, simplesmente, acontecerão em algum momento.
Todos nós passámos e passaremos por tempestades em algum momento da nossa vidas. Simplesmente porque elas fazem parte da existência neste mundo. Todos enfrentaremos tempos difíceis.

Perplexidade dos discípulos de Jesus: Tinham passado o dia a ouvir o Mestre e a acompanhá-lo na Sua obra, mas isso não os livrou da tempestade. Eles amavam Jesus e tinham deixado tudo para O seguir, mas isso não os poupou da tempestade.

Pedagogia de Jesus: Ele reza e, depois, vai ter com os discípulos e diz-lhes: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais.»

Em segundo lugar, as tempestades são imprevisíveis. Elas desabam repentinamente. As pessoas tentam de todas as formas prever e programar como será o seu dia, mas simplesmente não é possível prever as calamidades da vida.

Perplexidade dos discípulos de Jesus: As tempestades transformam cenários quotidianos em lugares ameaçadores. O Mar da Galileia era muito conhecido daqueles discípulos. Alguns deles eram pescadores profissionais e cruzaram aquele mar várias vezes lançando as redes.

Pedagogia de Jesus: Aceita o desafio de Pedro, porque, muitas vezes, as tempestades mais terríveis que enfrentamos na vida não vêm de horizontes distantes, mas apanham-nos naquilo que é comum na nossa vida e que pensamos dominar. Quantas vezes a nossa vida é mudada num segundo: um telefonema, uma conversa, uma curva, um desastre humano ou natural…

Em terceiro lugar, as tempestades não fazem aceção de pessoas. Elas acontecem a pessoas boas e a pessoas más, a crentes e a incrédulos, a pessoas cultas e a pessoas analfabetas, com ricos e com pobres.

Perplexidade dos discípulos de Jesus: Eles estão no meio da tempestade porque obedeceram à ordem de Jesus que lhes disse para cruzar o lago para a outra margem. A sua pergunta poderá ter sido esta, que é comum à maioria das pessoas, a todos os crentes: «O que fiz de errado? Porque tenho de passar por isto?»
Os discípulos pensavam que os problemas só acontecem aos que desobedecem a Deus, como aconteceu com o profeta Jonas, que enfrentou a tempestade quando fugia da vontade de Deus.
Mais tarde, o apóstolo Paulo também enfrentará a tempestade, justamente porque fazia a vontade de Deus.

Pedagogia de Jesus: As tempestades vêm e passam; como passamos por elas é que faz a diferença.
Os discípulos passaram pela tempestade mesmo com Jesus presente no barco. Ser cristão não é viver numa redoma de vidro, numa estufa espiritual. Um crente que anda com Jesus também enfrenta terríveis tempestades.
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?», foi a pergunta de Jesus. A pergunta do Senhor não era só para Pedro, nem meramente retórica.
O Senhor queria mostrar a todos que havia muitas razões para que eles acreditassem e descansassem:
1. Eles deviam confiar na palavra de Jesus, que lhes havia dito: «Passemos para a outra margem», e lembrar-se de que Ele cumpre o que diz.
2. Eles deviam crer na presença de Jesus. Havia uma tempestade, mas o Senhor estava com eles e a Sua presença livra do medo, como se reza no Salmo 23: «Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu estás comigo.»
3. Eles deviam crer na paz de Jesus. Os discípulos deveriam saber que o Senhor não os abandonara, e que, no meio das tempestades da vida, precisamos de crer e descansar. Não devemos permitir que haja tempestade no nosso coração. Pode estar a trovejar, mas dentro de nós deve reinar a paz da presença do Senhor.
4. Eles deviam crer no poder de Jesus. Ele é o criador do vento e do mar.
5. A palavra que o Senhor usou para repreender o vento e o mar é a mesma que ele usou para expulsar os demónios.

«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»
Ele é Jesus, o filho do homem, aquele que sofre o embate do vento e da tempestade e que tem de tomar uma decisão: vai ter com os companheiros.
Ele é o Filho de Deus: aquele que “amordaça” o vento e o mar.
Ele é o Salvador que liberta do temor em que o sofrimento e a morte nos envolvem.

Sabias que Vivaldi, autor de As Quatro Estações, foi padre?


O italiano Antonio Vivaldi é conhecido sobretudo pela sua música clássica As Quatro Estações. O que poucas pessoas sabem é que o compositor desta obra era padre católico.

A pesquisadora britânica Micky White, especialista em tudo o que se relaciona com este compositor famoso, publicou o livro Antonio Vivaldi. A life in documents (Antonio Vivaldi: Uma vida em documentos) e foi a consultora da exposição Viva Vivaldi. The Four Seasons Mystery (Viva Vivaldi: O mistério das Quatro Estações), no Museu Diocesano de Veneza (Itália), e que permanecerá aberta até 2018.

Para descrever Vivaldi, ela assinala que o facto de ele ser presbítero e de usar o estilo musical daquela época na sua obra são duas coisas que «o separam do resto» e que «se destaque mais do que qualquer outro: Bach não era um sacerdote, nem Mozart, nem Beethoven».

Ordenado presbítero aos 25 anos
Antonio Lucio Vivaldi nasceu em Veneza, em 1678. Filho de Giovanni Battista Vivaldi e Camilla Calicchio, Antonio Vivaldi era o mais velho de sete irmãos. O pai era um conhecido violinista naquela época e ensinou-lhe a tocar o instrumento.

Vivaldi começou a preparar-se para ser presbítero aos 15 anos. Foi ordenado com 25. Pouco tempo depois, foi nomeado capelão e professor de violino de um orfanato em Veneza chamado Pio Ospedale della Pietá.

Neste orfanato, as crianças aprendiam um ofício e saiam quando completavam 15 anos. As meninas recebiam uma educação musical e as mais talentosas permaneciam no orfanato e tornavam-se membros do coral e da orquestra.

Vivaldi, conhecido como o “sacerdote vermelho” devido aos seus cabelos ruivos, trabalhou naquele orfanato de 1703 a 1715 e depois de 1723 a 1740. Nestes últimos anos, compôs algumas das suas obras mais famosas.

Pediu dispensa um ano depois de ordenado
Um ano depois de ter sido ordenado sacerdote, Vivaldi solicitou dispensa para deixar de celebrar Missa por problemas de saúde, pois desde o seu nascimento sofria de um mal grave e desconhecido, semelhante a asma. Tudo o que se sabe sobre a sua doença está na carta que escreveu para pedir a dispensa, indicando que sentia “um aperto no peito”.

A pesquisadora Micky White concluiu que «deve ter sido muito difícil para Vivaldi ter que deixar de celebrar Missa. Deve ter sido uma decisão dele, de mais ninguém» e, em relação aos rumores de que Vivaldi foi expulso do sacerdócio ou até mesmo excomungado, White precisa que estas pessoas «são ignorantes e estúpidas», porque se alguém se remete aos factos, esses rumores «não foram provados».

Também indicou que a suposição de que o compositor foi expulso do orfanato em 1715 por abusar de uma menina do coral «não só não é verdade, como é impossível». Neste sentido, a especialista britânica indicou que, se isso tivesse acontecido, Vivaldi não teria voltado a trabalhar lá em 1723 e muitas meninas não teriam permanecido no coral até aos 70 ou 80 anos.

Foi convidado para tocar para o Papa Bento XIII
O delicado estado de saúde de Vivaldi não foi um impedimento para que continuasse compondo e, inclusive, chegou a receber vários pedidos da Itália e da Europa, por isso viajava frequentemente.

Em 1722, mudou-se para Roma, onde foi convidado para tocar para o Papa Bento XIII, e permaneceu na cidade por três anos.

Durante a sua vida de 63 anos (1678-1741), compôs cerca de 770 obras, entre elas, óperas, concertos para violino e orquestra, sonatas e música sacra. 
Para White, nas obras de Vivaldi «a música sacra está noutro nível, quando comparadas com as outras composições».

Entre as suas obras musicais estão um Glória, um Credo, um Stabat Mater, um Magnificat, um Dixit Dominus e um Laetatus sum, que Vivaldi compôs aos 13 anos de idade. Entretanto, White assinalou que durante os 38 anos que trabalhou no orfanato “provavelmente escreveu Missas completas”, mas, como muitas outras das suas obras, estas se perderam.

Vivaldi. pelo seu talento natural, tem poder de atração
White diz que o maior legado que Vivaldi deixou ao mundo sintetiza-se numa só palavra: «música. E a música emanava dele, como uma cascata», refere.

A pesquisadora britânica está convicta de que «hoje, Vivaldi poderia fazer um concerto de rock com facilidade e atrair todo o mundo. Vivaldi é inigualável, é absolutamente único».

Alternativas ao café que prometem dar ainda mais energia


O café é um dos 'indispensáveis' da vida portuguesa. Faz companhia ao pequeno-almoço, é mote de convite para uma bica a meio da manhã, ajuda na digestão depois do almoço e dá ainda um pouco mais de energia a meio da tarde.
Trata-se de uma bebida com vários efeitos positivos na saúde - ler, por exemplo: Prós e contras do café, em revista VISÃO, mas que a nível nutricional pode ficar um pouco aquém de outros alimentos igualmente energéticos.

É o caso do kombucha: ler, por exemplo: Kombucha: a bebida conhecida como o “elixir da saúde”, uma bebida bastante em voga por ser probiótica e fonte de energia, além disso, possui um vasto leque de propriedades benéficas para a saúde.
www.celeiro.pt

O sumo de erva-trigo é também uma ótima alternativa ao café. Ler, por exemplo: Os super benefícios dos superalimentos - Erva de Trigo.


E por falar em nutrientes, nada como incluir as sementes de chia na alimentação diária.

Por ser rico em vitamina C e antioxidantes - deixando o organismo limpo de agentes nocivos -, o sumo de romã é uma outra alternativa a ter em conta, tal como os frutos secos, que servem para matar aquele 'ratinho' que aparece a meio da manhã e que dão ao corpo toda a energia física e mental que precisa.

Para manter os níveis de energia a longo prazo e ainda uma sensação constante de saciedade, as papas de aveia são a refeição de eleição.

As maçãs contêm hidratos de carbono, açúcar natural e fibra solúvel. Comer uma maçã ao pequeno-almoço pode dar-lhe tanta energia como uma chávena de café, com a vantagem de não ter cafeína.
O vinagre de maçã também dá uma explosão de energia. Misturar umas gotas de vinagre de maçã com água e beber em jejum.

Aquecer um pouco de água com limão e colocar no quarto enquanto se arranja para sair. A água de limão funciona como um energético natural. O seu aroma é conhecido por impulsionar o bom humor.

Trocar o café por um sumo de ameixa. Esta bebida ajuda a regular o nível adequado de eletrólitos no corpo e, por sua vez, aumenta a resistência. Se não agradar o sabor, diluir com água.


Se o objetivo é manter os níveis de energia no máximo à boleia da cafeína - mas sem cair na tentação de beber outro café - então as melhores apostas são o chá verde e o chá preto, duas bebidas que tanto pode ser ingeridas quentes como frias e que têm um impacto bastante positivo na saúde.

Fontes: www.noticiasaominuto.com e https://mood.sapo.pt

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Um consultor especializado chamado Inácio de Loyola


William James, médico e filósofo norte americano, professor de fisiologia, anatomia e filosofia em Harvard, e um dos fundadores da psicologia moderna disse que poucas pessoas utilizam mais de 10% de todo o seu potencial ao longo da vida. 

William James, ligado ao pragmatismo e considerado o ‘pai da psicologia americana’, morreu em 1910 depois de ter sido muito confrontado e desafiado em vida, mas continua a ser citado e dado como referência. É interessante voltar a esta sua teoria pois ela aplica-se a um potencial de largo espectro: competências intelectuais, físicas, artísticas e até religiosas, pois toda a experiência humana tem uma dimensão espiritual.

Da maneira como nos relacionamos connosco próprios e uns com os outros, à forma como integramos e sistematizamos os conhecimentos de todas as naturezas e áreas do saber, aparentemente continuamos a funcionar muito aquém das nossas capacidades. Teoricamente temos dons e talentos que podem permanecer ocultos, por desvendar, ao longo de toda a nossa existência. 

De acordo com William James, isso também se deve a uma ‘psico-patologia da média’, uma espécie de doença da ‘normalidade’ que nos leva a ficarmos facilmente satisfeitos com a mediania, ou com tudo aquilo que nos soe a padrão ou estatística. Na sua óptica aceitamos mais naturalmente o que nos parece ‘normal’ do que aquilo que exige outros recursos que habitualmente não usamos e nem sempre identificamos em nós.

«é importante terem existido pessoas capazes de cunhar novas linguagens»
Há 500 anos ninguém falava em escuta activa e, muito menos, em exercícios espirituais ou no discernimento do dia a dia, para dar três grandes exemplos existenciais-espirituais. A normalidade ditava caminhos mais previsíveis e porventura mais condicionados, mas graças a pessoas que escaparam aos cânones, esta terminologia vingou. Mais importante do que ter vingado, é terem existido pessoas capazes de cunhar novas linguagens que nos continuam a interpelar muitos séculos depois. Inácio de Loyola foi uma destas pessoas. 

Muito antes de ter sido considerado santo, o basco vaidoso e galante, o cavaleiro sedutor e conquistador, revelou uma capacidade invulgar de ser e fazer diferente. Tão vaidoso era, que ao ver-se defeituoso de uma perna após um ferimento grave no campo da Batalha de Pamplona, em 1521, exigiu que lhe voltassem a partir o osso a sangue-frio para que ele pudesse colar sem defeito. Nessa altura, a sua personalidade já se destacava claramente por ser diferente da mediania, mas ainda se construia a partir de um código de valores cavalheirescos. Só mais tarde, depois da sua conversão no quarto onde convalescia dessa dolorosa operação, e ao longo de toda a sua peregrinação pela vida, é que Inácio haveria de revelar a sua capacidade de usar e estimular muitos outros a usarem muito mais do que 10% do seu potencial, por assim dizer.

Há 500 anos existiam mestres e professores, mas o conceito de coach [Infopédia: «pessoa que dá aconselhamento especializado sobre determinada matéria»era absolutamente desconhecido. Curiosamente, Inácio de Loyola foi ao mesmo tempo um grande mestre, um extraordinário professor e um fabuloso coach. Ensinou a ouvir, ouvir, ouvir sem a tentação de dar conselhos, pistas infalíveis, ou fórmulas definitivas. O seu método sempre foi o de ajudar a descobrir caminhos e a desocultar dons e talentos para que cada um pudesse encontrar em si mesmo a capacidade de escutar. De se ouvir a si, de escutar os outros e de sentir a acção do espírito.

Inácio de Loyola apontou para caminhos de liberdade que começavam sempre pela liberdade interior que permite sermos quem somos, independentemente da mediania, sem tentações estatísticas e sem medo de não corresponder às expectativas dos outros. Mais, sem outras pressões para além daquelas que são ditadas pela consciência. Uma consciência formada para aspirar ao maior bem, ao lendário ‘mais e melhor’ que acabou por se converter no seu lema de vida. O “magis” que ainda hoje inspira legiões de homens e mulheres apostados em fazer bem o Bem.

Inácio foi um buscador incansável que ajudou e continua a ajudar os mais racionais e, porventura mais cépticos, a encontrarem caminhos de evolução pessoal e elevação espiritual. Como? Dando critérios de discernimento e ensinando uma atenção especial às ‘moções interiores’, atribuindo nomes e conferindo sentido ao que sentimos. Desolação e consolação são conceitos inacianos, de certa forma inaugurados por ele, na medida em que nos ensinou a perceber o que nos desola e nos consola, independentemente de serem alegrias ou tristezas. Inácio de Loyola compreendeu muito cedo a complexidade psicológica de cada ser humano e soube sempre respeitar a identidade de cada um, dando ferramentas de conhecimento próprio e de Deus.

Tal como os melhores coaches da actualidade, Inácio ajudou-nos a separar águas e a perceber que a consolação e a desolação não são ditadas por circunstâncias externas e, muito menos, dependem de bens absolutos como a riqueza ou a saúde, o reconhecimento dos outros, o prestígio ou o poder. Muito pelo contrário, podemos estar a atravessar grandes desertos ou a sobreviver em meio de tempestades mantendo o espírito consolado pela simples razão de sabermos dar sentido àquilo que nos acontece, por termos a certeza de não estarmos sozinhos e por sabermos que há sempre luz depois da escuridão.

«traduz por palavras simples e concretas os ensinamentos de Jesus» 
Os budistas falam da impermanência, mas Inácio falava de Deus e traduzia por palavras simples e concretas os ensinamentos de Jesus. De tal maneira foi real e concreto que contagiou primeiro um pequeno grupo de amigos, depois um círculo alargado de companheiros que, mais tarde, se transformaram na Companhia de Jesus, hoje em dia a ordem religiosa masculina mais numerosa na Igreja Católica.

Quinhentos anos depois, num tempo em que Deus continua a ser uma palavra difícil e muitos crentes são perseguidos e aniquilados, Inácio de Loyola continua muito à frente do tempo inspirando leigos e religiosos num caminho de descoberta de si mesmos em relação com os outros, com o mundo à sua volta e com tudo aquilo que os transcende.

Milhares e milhares de crentes atestam a vitalidade do pensamento e acção do fundador da Companhia de Jesus ao celebrarem o dia de Santo Inácio, enchendo igrejas por todo o mundo. Esta segunda-feira a igreja de São Roque em Lisboa – a primeira Igreja de jesuítas em Portugal e uma das primeiras no mundo – estava a transbordar de gente apostada em tentar fazer mais e melhor, precisando certamente de usar mais do que os lendários 10% do seu potencial espiritual e relacional.

Laurinda Alves, em observador.pt

Quando alguns membros da Igreja falham e têm um discurso racista

«As freiras contavam que Jesus - eu demorei muito para aceitar o tal de Jesus -, Deus, criou um rio e mandou todos tomar banho na água abençoada daquele rio.

As pessoas que são brancas é porque eram trabalhadoras e inteligentes, chegaram ao rio, tomaram banho e ficaram brancas.

Nós, como negros, preguiçosos, chegámos no final, quando todos tinham tomado banho, e no rio só havia lama. E é por isso que só as nossas palmas da mãos e pés são claras. Nós só conseguimos tocar isso.»


Estes 13 minutos foram o momento mais emocionante da Festa Literária Internacional de Paraty - Flip2017, no Rio de Janeiro, Brasil. Surgiu pela voz do público, com a palavra da professora Diva Guimarães, de 77 anos.

A história que a fez vencer a timidez para narrar “com a alma” um episódio de racismo sofrido num internato católico de São Paulo (e que a levou para o espiritismo, por “pavor” do catolicismo), poderia ter sido tristemente substituída por outra, que viveu dias antes, em Paraty, e que ela contou ao jornal o GloboDiva Guimarães, a professora de 77 anos que roubou os holofotes na Flip

«Eu estava passeando pela rua, quando uma mulher me chamou de forma agressiva e disse: "Aposto que esse cachorro que vem aqui e faz cocó em tudo é seu!" Porquê aquele cachorro tinha que ser meu? Ele poderia ser de qualquer outra pessoa. Eu apenas disse: "Eu sei porque você está dizendo que esse cachorro é meu." É racismo. Às vezes eu ignoro, às vezes eu respondo de forma cínica, dessa vez falei no mesmo tom — explica. — Isso aconteceu aqui, na Flip, quando estão homenageando quem? Lima Barreto, que é negro. Nem todo mundo tem essa capacidade de compreensão — completa ela, dona de uma ironia fina, no melhor estilo do homenageado da festa.

Alfabetizadora e professora de educação física aposentada após 40 anos de trabalho, ex-velocista e ex-jogadora de basquetebol, desporto que ainda acompanha com paixão, Diva é neta de escrava com português, filha de uma lavadeira, que trabalhava em troca de material escolar para que a filha pudesse estudar. Adora ir ao cinema e ao teatro (“quando o preço do ingresso permite”) em Curitiba, onde mora, mas principalmente gosta de ler. Também se diverte contando as suas histórias. Diva é muitas, mas não é vítima. E nem “dona” Diva. Só Diva. “Sou também uma sobrevivente”, enfatiza.

— Eu descontava a raiva pelo que acontecia comigo no desporto. Acho a melhor coisa para educar. O dsporto disciplina, e ensina até mesmo a lidar com as frustrações e as injustiças. Educação física não é festinha - conta ela, que foi treinada por Almir Nelson de Almeida, “basquetebolista” que representou o Brasil nas olimpíadas de 1952, e considera Pelé o maior atleta de todos os tempos - mas como pessoa influente, que poderia ter nos ajudado, ele falhou. Ele diz que não existe preconceito, é uma decepção.

Fã de Jorge Amado, escritor que “as pessoas leem como historinha, mas não captam as denúncias que ele faz”, veio para ver as participações de Lázaro Ramos e de Edimilson Pereira de Almeida, negros como ela ("me reconheço em todos"). Sempre quis ir à Flip e não reclama do chão de pedras "que contam o seu passado". Ela, que ajuda familiares, só conseguiu juntar dinheiro para participar da festa este ano, por insistência da sobrinha, Maitê, que veio na edição passada. Ao lado de Maitê e das amigas Elizabete e Maria Alice, a quem chama de “irmã”, pegou um avião que fez escala em São Paulo, parou no Rio e encarou as 5 horas de estrada feliz e contente.

Diva queria também conhecer Conceição Evaristo, escritora mineira que, no ano passado, levantou a voz contra a falta de negros na programação oficial da Flip. Avessa à tecnologia (“Google é nada, meu negócio é dicionário”), não acompanhou a polêmica que originou mudanças profundas no evento, que pela primeira vez em 15 edições traz mais convidadas que convidados e aumentou a participação de negros em 30%. Chorou copiosamente ao abraçar a nova amiga (“são lágrimas de resistência”, disse Conceição).

Conta en passant que passou frio e passou fome, mas hoje vive bem e já não se deixa abater pelo racismo. Quando percebe que está sendo seguida por um vendedor em uma loja, gosta de "dar nele uma canseira", andando de um lado para o outro. Levanta a voz contra a hipersexualização da mulher negra e, com segurança, conta que não quis ter filhos para que eles não passassem pelo sofrimento que ela passou. Fica ofendida quando perguntam se ela tem uma cuidadora (“a cuidadora de mim sou eu mesma”). Diz que, se ganhasse 1 real por cada visualização do seu vídeo, construiria casas populares. No fim das contas, apesar do susto, admite se divertir com o carinho recebido dos novos fãs.

— As pessoas dizem que eu tornei-me verbo! Eu divei, tu divaste, ele divou. Mas eu divei mesmo — ri, envergonhada.

A primeira Festa Literária Internacional de Paraty, realizada em 2003, inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Ao longo das edições seguintes, a Flip ficou conhecida como um dos principais festivais literários do mundo, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade. Nos cinco dias de festa, a Flip realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas, entre outros, distribuídos em Flip . Programação Principal, FlipMais, FlipZona e Flipinha.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Deixaram os namorados para serem freiras e não se arrependem


Duas freiras da Colômbia contaram a um canal de televisão como descobriram a sua vocação enquanto namoravam e afirmaram que não se arrependem de ter escolhido consagrar-se a Deus.

A Irmã Elizabeth, que é religiosa há 31 anos, e a Irmã Karen, há 6 anos, contaram a sua história no programa «Lo que dice la gente» (O que as pessoas dizem), apresentado pelo jornalista colombiano Jorge Alfredo Vargas. Este vídeo, publicado em 2 de agosto no Facebook, tem perto de um milhão de visualizações:

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Depois que Vargas lhes perguntou por que decidiram optar pela vida religiosa, a Irmã Elizabeth indicou: «Eu senti-me chamada por Deus, por Jesus, para O seguir e entregar a minha vida pelos outros.»

Ela comentou que antes pretendia casar, formar uma família e inclusive estava comprometida. Acrescentou que o seu namorado “sabia da minha inquietude (vocacional) e corria esse risco”.

Neste contexto, Vargas disse que entre Deus e um namorado “a concorrência é muito dura” e Irmã Elizabeth afirmou que para o seu ex-namorado “esta concorrência estava perdida desde o principio”.

Por sua parte, Irmã Karen, de 26 anos, indicou que atualmente não é muito comum que as jovens queiram ser religiosas, “porque sabemos que a sociedade oferece muitas propostas”.

Ela contou que o seu caso foi “um pouquinho mais difícil”. Quando contou sobre a sua inquietude vocacional ao seu namorado, ele “ficou irritado e disse que era um absurdo que fizesse isso com ele. Perguntou-me o que estava a acontecer comigo, se as irmãs diziam que era feia ou o que acontecera comigo”.

“Se fosse feia, podia ser freira; mas se fosse bonita, não poderia ser”, comentou Vargas e Irmã Karen respondeu que isso foi o que o o seu namorado expressou. Acrescentou que as religiosas também contam piadas e se divertem como qualquer pessoa.

Quando Vargas perguntou como é possível viver sem ter um parceiro, a religiosa explicou que isso “é um dom de Deus”.

Irmã Karen comentou que a notícia “na minha casa foi uma grande surpresa”. A sua família “pensava que as que queriam ser religiosas tinham de ser todas responsáveis, as que não quebravam nem um prato. Eu não era muito responsável”.

A religiosa afirmou: “Tenho a certeza de que o Senhor me ama e que estou a fazer o bem que Ele me pede para as crianças e para os jovens."


A crise de vocações na Igreja não está nos “chamados”, mas nos “chamadores”

O Congresso Vocacional Nacional do Uruguai, realizado nos dias 4 e 5 de agosto, foi o espaço no qual centenas de religiosos, seminaristas, formadores e promotores vocacionais partilharam experiências e dois sacerdotes com experiência no tema concordaram que a atual “crise não é de vocações, mas de nova evangelização”, e para resolvê-la, entre outras coisas, é necessário praticar três ações propostas pelo Papa Francisco.

«a maior dificuldade não está nos “chamados”»
P.e César Braga - do Departamento de Vocações do Conselho Episcopal Latino-americano - lembrou que a maior dificuldade não está nos “chamados”, mas nos “chamadores”, pois a “crise não é de vocações, mas de nova evangelização”. Isso torna necessário “mudar as estruturas e os estilos que já não estão de acordo com os tempos da nova evangelização”.

«é preciso sair, ver, chamar”»
É preciso procurar “nos sentinelas do futuro (os jovens) processos que os ajudem a crescer na sua dimensão humana e espiritual” e, para isso, “é indispensável o uso das redes sociais, habitadas pelos jovens”.

Também é importante realizar um trabalho com eficácia, rezar pelas vocações e que a pastoral vocacional esteja presente em todas as demais pastorais, indicou.

P.e Braga desafiou os participantes “a sair às periferias baseados nos três verbos que o Papa Francisco usou em seu discurso aos participantes do Congresso Vocacional em Roma, em outubro de 2016: sair, ver, chamar”.

“Para sair às periferias é necessária a disponibilidade, para acolher o chamamento do Espírito. E, por outro lado, saber descentralizar-se, ou seja, que Jesus seja realmente o centro de nossa vida e das nossas comunidades, para poder segui-Lo onde queira levar-nos”, disse.

«padres, freiras, irmãos... devem fazer-se visíveis» 
Para uma adequada pastoral vocacional, as paróquias e institutos de vida consagrada devem fazer-se visíveis “por meio do testemunho que deve mostrar bons frutos”, já que, “se não há anúncio, não podemos ter nascimento de novas vocações”.

A falta de anúncio e de amor são, segundo P.e Braga, os principais obstáculos para atrair vocações.

«não pescamos vocações, somos responsáveis de que despertem»
Por sua vez, P.e Carlos Silva, responsável pela Pastoral Vocacional da Diocese de Salto, sublinhou que “é o Pai que elege, o Filho que chama ao discipulado missionário e o Espírito que dá a força e sustenta a resposta”.

Esse chamado de Deus é “um dom e uma graça, que envolve todas as dimensões do sujeito e a sua história”. Neste papel, os responsáveis “não pescamos vocações”, mas “somos responsáveis de que se despertem”.

Isso “exige uma pedagogia particular apoiada em um tripé: oração, proximidade e chamamento”, no qual o acompanhante “deve executar três ações: escutar, escutar e escutar”, porque “quem se arrisca a acompanhar deve saber que o outro é toda a Igreja e que merece todo o seu tempo”.

Resmungar, irritar-se, faz mal ao cérebro e à saúde. Como fugir deste hábito?


Perante um resmungão, temos vontade de sair a correr para longe do seu mau-humor. Todavia, a ciência explica que uma enxurrada de reclamações atinge negativamente o cérebro e o funcionamento do corpo tanto de quem as ouve quanto de quem as profere.

Patricia Marinhocoach de alta performance e produtividade, explicou à página http://www.vix.com oito dicas comportamentais para escapar à gente que puxa para baixo:

1 - Somos o resultado das cinco pessoas com quem mais nos relacionamos. Se estamos ao lado de pessoas que só reclamam, em breve poderemos ser assim também.

2 - A palavra tem muito poder
«Existe um crise, sim. Mas o que vamos fazer para mudar?»

3 - Estar ao lado de pessoas que são altruístas e otimistas
«Uma âncora é apenas 10 % do peso do navio e, mesmo assim, segura-o. Não deixes que ninguém seja uma âncora.»

4 - Reclamar é um hábito e, por isso, pode ser mudado
«O cérebro demora 21 dias para entender que criamos um hábito. Depois, torna-se rotina.» Por isso, há tempo para evitar a manutenção de atitudes negativas, como respostas ríspidas e o mau-humor.

5 - Tentar mudar o assunto sempre que quem reclama entra em ação

6 - Não fazer coro com quem reclama
«Se alguém fala mal de alguém, mas o interlocutor fala bem, um dia essa pessoa mudará o comportamento.»

7 - Mudar a perspetiva
“Quando alguém fizer uma crítica, fale uma coisa positiva.”

8 - Dica de ouro: a regra da água
Para pessoas que têm o costume de reclamar sempre: «Ande com uma garrafinha de água e cada vez que pensar em falar mal de alguma coisa, beba a água e segure o líquido na boca.»

Alguns dos hábitos curiosos dos europeus


Os alemães são pontuais nos compromissos, obedecem rigorosamente à lei - se o semáforo estiver vermelho e não houver qualquer carro nas proximidades, mesmo assim, nem carro nem peão avançam - e executam com precisão as suas tarefas. A limpeza dos espaços públicos é rigorosa: nada de beatas de cigarro no chão, nem cascas de fruta ou outros desperdícios.
Os alemães não confundem relações pessoais com relações de trabalho. A familiaridade de uma festa é logo substituída pelo formalismo e as exigências do trabalho no dia seguinte.
Bater em crianças pode trazer sérios problemas na Alemanha. Seja na escola ou em casa, a pessoas que agredir uma criança correrá o risco de ser presa.
Os alemães odeiam ruídos em excesso. Festas barulhentas podem levar um anfitrião a ser admoestado pela polícia. Exige-se silêncio absoluto em casa entre as 22h00 e as 6h00.

Os belgas adoram batatas fritas. Existe até um museu dedicado a esse tipo de alimento no país.
As principais regiões da Bélgica são Valónia e Flandres. Confundir ou fazer comparações entre valões e flamengos são gafes imperdoáveis. Isso ocorre porque os habitantes deste país se consideram primeiro são valões ou flamengos antes de belgas.

Holandeses, alemães, britânicos e belgas detestam atrasos.

Espanhóis reparam e julgam os outros pelo seu modo de vestir. Quem se veste com desleixo é muito mal visto.
Os espanhóis tem o hábito de fazer piada sobre os habitantes de outras regiões do país (os andaluzes, por exemplo, dizem que os catalães são avarentos). Todavia, consideram desrespeitoso que um estrangeiro se expresse da mesma maneira.
Dois dos produtos mais consumidos na Espanha são o azeite e o presunto produzido com a pata traseira do porco. E a refeição mais comum são as tapas, cujo nome vem do verbo tapar, e surgiu durante a Idade Média, quando os copos de vinho eram servidos com uma fatia de presunto, queijo ou morcela por cima.

Os portugueses são grandes consumidores de frutos do mar e peixes, tanto que um dos pratos típicos é a açorda de mariscos. Um dos peixes mais consumidos é o bacalhau. O caldo verde – que é preparado com azeite, linguiça, couve, batatas e caldo de galinha ou de carne – é também bastante popular.
Doces preparados com ovos são comuns na culinária portuguesa. Os mais conhecidos são o pastel de Belém e o pastel de Santa Clara. O pudim abade de Priscos é uma das sobremesas mais apreciadas.

Os franceses são mestres na arte de entreter os convidados para uma refeição lá em casa. Os aperitivos podem demorar uma hora.
Eles jamais palitam os dentes em público.

Holandeses, e outros povos do norte da Europa, usam poucas palavras e olham com estranheza quem fala demais (e usa palavrões). Também não apreciam o excesso de gestos.
Os holandeses usam a bicicletas diariamente, inclusive nos meses mais frios do ano.

Os irlandeses são muito francos. A franqueza é muito bem vista no país.
A Irlanda é o único país com um feriado dedicado a um livro. O Bloomsday, comemorado a 16 de junho, foi criado com a intenção de homenagear o livro Ulisses, do escritor irlandês James Joyce.

Os italianos não suportam quem ostenta demais.

Para os britânicos, o seus país deve ser chamado apenas de United Kingdom (reino Unido, Grã-Bretanha). Não é England nem eles são english.
Os britânicos não chamam ninguém pelo primeiro nome até terem algum tipo de convivência/intimidade com a pessoa. Preferem chamar alguém pelo apelido, antecedido por Mr. ou Mrs.
Os britânicos - ingleses, escoceses, galeses, irlandeses - odeiam pessoas que se encostam demais ou dão chapadinhas nas costas. Elevar o tom da voz também é sinal de malcriadez.

Os russos são extremamente patriotas. Comentários negativos sobre o país e sobre a sua relação com o Ocidente são considerados ofensa.
Deixar restos de comida no prato é considerado rude para os anfitriões russos.
Na Rússia, assobiar a uma mulher bonita é o cúmulo do desrespeito.

Os romenos comem sopa quase todos os dias, acompanhada por um pedaço de pão. 

Búlgaros, sérvios, turcos, gregos e romenos têm em comum um prato turco, a moussaka, uma espécie de lasanha com fatias de berinjela e carne moída.

Os islandeses tem o hábito de deixar os bebés do lado de fora dos cafés e restaurantes.

Suecosnoruegueses, finlandeses e dinamarqueses não gostam de pessoas que maltratam animais. Quem tratar mal um animal ganha a sua inimizade.

Os suíços tem um sentido de limpeza exemplar, seja nos espaços públicos, seja no interior das casas, onde possuem um armário para guardar os sapatos à entrada - também os das visitas.

Uma enorme homenagem aos pais

Efeitos da baixa autoestima, como elevá-la e resultados previsíveis



A baixa autoestima é visão negativa de si mesmos. Pode manifestar-se de várias maneiras. As mais frequentes são:
- Falta de iniciativa para progredir.
- Atitude negativa diante de novos desafios.
- Medo de rejeição por parte dos demais.
- Receio de emitir opiniões próprias diante de terceiros.
- Timidez.
- Medo de encarar situações novas ou desconhecidas.
- Apatia generalizada.
- Pensamentos depressivos.
- Culpar os outros pela própria situação.
- Sofrimento com comentários que os outros fazem sobre si.

Para elevar a autoestima é preciso:
- autoconhecimento
- manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)
- identificar as qualidades e não só os defeitos
- aprender com a experiência passada
- tratar-se com amor e carinho
- ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
- manter diálogo interno
- acreditar que merece ser amado(a) e é especial
- fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

Resultados da autoestima elevada
- mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto
- sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
- harmonia entre o que sente e o que diz
- necessidade de aprovação diminui
- maior flexibilidade aos factos
- autoconfiança elevada
- amor-próprio aumenta
- satisfação pessoal
- maior desempenho profissional
- relações saudáveis
- paz interior

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Porque se fala de uma Igreja clandestina na China?


Na China, estima-se que os cristãos sejam 70 milhões (5,1 % da população, em torno dos 1, 3 mil milhões) e, destes, 12 milhões sejam católicos (0,01 %).

Em relação aos católicos, o Governo da República Popular da China (RPC) só reconhece oficialmente um movimento, que é a Associação Patriótica Católica Chinesa (APCC) - organismo estatal fundado em 1957, com o objectivo de controlar e supervisionar as atividades dos católicos chineses.

A Constituição chinesa, datada de 1978, reconhece várias religiões - catolicismo, protestantismo, islão, taoismo e budismo -, mas o exercício da liberdade religiosa é muito limitado. As religiões podem ser úteis para a ordem moral e pela sua ação filantrópica, mas não têm voz ativa na vida social, económica e política.

Na China, a Igreja Católica é, teoricamente, reconhecida pela lei, mas o governo comunista não aceita que os bispos sejam nomeados pelo Papa; só reconhece os bispos da Associação Patriótica, que são escolhidos pelo próprio governo.

O Partido Comunista da China é quem decide quem deve ser ordenado bispo ou não. Ora, isso é contrário à prática milenar da Igreja Católica. No Credo diz-se que a Igreja é “apostólica”, ou seja, que está fundada sobre os apóstolos, ao redor de Pedro. Os bispos são os sucessores dos apóstolos e são considerados “católicos” quando estão em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma, ou seja, o Papa. O sinal desta comunhão é que os novos bispos são nomeados pelo Pontífice; no mínimo, se forem designados por outra instância, seus nomes devem ser propostos ao Papa para que este os reconheça como bispos católicos.

Igreja Patriota e Igreja clandestina
Os católicos chineses estão divididos entre uma Igreja “patriótica” - submissa ao Governo - e uma Igreja “clandestina”, perfeitamente conhecida pela polícia, em comunhão com o Papa.

Diante da ingerência do Partido Comunista Chinês nos assuntos religiosos, os católicos chineses dividem-se. É preciso privilegiar a fidelidade a Roma a qualquer custo? É preciso adaptar-se ao que o governo pede, professando-se membro da Igreja Patriótica?

Os Papas e a China
O Papa João Paulo II sempre quis visitar a China, mas a esperança acabou frustrada. O seu sucessor também teve esse desejo. E escreveu uma longa carta, destinada a todos os católicos da China, em 2007. Seguindo a doutrina do Concílio Vaticano II, mostrou nela que a Igreja Católica não reivindica nenhum poder político e quer trabalhar lealmente pelo bem comum. Explicou em que condições os católicos podem cooperar com os organismos do Estado. Para a nomeação dos bispos, afirmou ser ilegítima a consulta ao governo. Disse como se poderia regularizar a situação dos bispos ordenados sem o consentimento de Roma. E oferecia orientações para a vida cristã e a projeção do Evangelho na China de hoje.

Ainda que o texto seja respeitoso no fundo e na forma, o governo chinês considerou-o como uma ingerência intolerável de um poder estrangeiro nos assuntos do país.

Conflito permanente
O conflito renasce constantemente por ocasião das ordenações episcopais.

O Vaticano esforça-se sempre para que as comunidades cristãs estejam providas de pastores e que a unidade seja reconstruída.

Nos últimos 15 anos, parecia haver condicionamentos: reconhecimento, por parte do Vaticano, da maioria dos bispos nomeados pelo governo, se estes o pedissem; nomeações novas, com o consentimento do governo.

Todavia, os casos mais recentes reacendem o conflito: nomeações unilaterais por parte do governo; tentativas de comprometer bispos “clandestinos” na ordenação de bispos “patriotas”; colocação em quarentena de um bispo que, após sua ordenação, renunciou às suas funções nos organismos do Estado.